quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Enorme Moutinho!

FCPORTO-3 - Dínamo Zagreb-0
Marcadores: Lucho (20m), João Moutinho (67m) e Varela (85m)


Liga dos Campeões, grupo A, quinta jornada
21 de Novembro de 2012
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 27.603 espectadores



FC PORTO: Helton; Danilo, Abdoulaye, Otamendi e Mangala; Defour, João Moutinho e Lucho (cap.); James, Jackson Martínez e Varela
Substituições: Defour por Fernando (67m), Abdoulaye por Alex Sandro (67m) e Lucho por Atsu (75m)
Não utilizados: Fabiano, Miguel Lopes, Castro e Kleber
Treinador: Vítor Pereira


150 vitórias na Europa, 100º triunfo como visitado, o F.C. Porto irredutível na fase de grupos da Liga dos Campeões. 13 pontos, liderança conservada numa noite de condução segura, avessa a obstáculos. Golos de Lucho, Moutinho e Varela (3-0)

«Depois do jogo, a caminho de casa, talvez comece a pensar no Braga». Vítor Pereira ao volante, pensando em outra coisa qualquer. Um erro comum, um sinal de alerta em todos os manuais de segurança rodoviária. A palavra não pode ser levada à letra.

Aliás, o grande mérito de Vítor Pereira é manter a concentração na estrada. Perceber que aquela via aberta, uma autêntica autoestrada com segurança garantida, um único carro em sentido contrário quase na linha do horizonte, era ainda assim sinónimo de perigo.

Liga-se o autorrádio, olha-se para o telemóvel, pensa-se no próximo dia de trabalho, no que há para fazer em casa. Em tudo, menos na tarefa em mãos: a condução segura. O essencial até aí, em chegar sem complicações ao destino, porque tudo o resto se esgota nesse princípio.

Surge um obstáculo no meio do caminho, vindo do nada, aquele condutor aparentemente inofensivo revela-se um perigo, sai da faixa contra as expectativas e o condutor perde o controlo. O Dínamo de Zagreb, sem pontos nem golos na Champions, era a tal via aberta. Vítor Pereira desconfiou.



O Dínamo de Zagreb é daqueles que não fazem mal a uma mosca. Parece. Mas não é que, no tal cenário de aparente controlo e resolução fácil, os croatas despertaram para uma bola nos ferros e um golo que só Varela evitou em cima da linha? Demasiado para um mero obstáculo de circunstância.

Segue-se um percurso sinuoso até Braga, um adversário ainda abalado pelo choque frontal no nevoeiro da Transilvânia. Sobrará tempo para preparar essa etapa, agora com o regresso de Fernando e Alex Sandro do lote de opções, eles que não destronaram Mangala e Defour mas entraram em campo para meia hora de competição.

A engrenagem portista funcionou com as peças normais, sem falta de óleo, com estabilidade nos eixos. Faltou apenas maior aderência a um tapete desgastado, o tapete do Dragão que será substituído já nesta quinta-feira, após um evidente período de perda de qualidade.

Pelo centro da faixa de rodagem, onde o F.C. Porto carbura com especial qualidade, chegariam os golos que asseguram o primeiro lugar do Grupo A, imune à vitória do Paris Saint-Germain na Ucrânia.

Ao 20º minuto de jogo, João Moutinho criou, Jackson serviu de entreposto e a bola só parou no coração da área. Lucho, que parece jogar numa velocidade própria, avesso a qualquer tipo de pressão, acreditou no seu pé esquerdo, pensou, executou, marcou. Quinto golo da temporada para El Comandante.

Antes e depois, os tais laivos do Dínamo de Zagreb, a equipa mais modesta da Liga dos Campeões mas, ainda assim, respeitável. Fez-se respeitar, aliás, num remate ao poste do criativo Sammir, para além do desenho de golo de Beqiraj, já perto do intervalo, que Varela riscou do mapa.

João Moutinho afastaria qualquer sensação de dúvida ao minuto 67, numa segunda parte sem sobressaltos para o F.C. Porto. O médio, a atravessar um momento de inspiração ofensiva, executou na perfeição um livre direto. Varela fecharia as contas na reta final. 

Vítor Pereira não pensa no dinheiro mas os dragões garantem mais um milhão, chegam à importante soma de 16,6 milhões na liga milionária. Mais que isso, igualam as três vitórias em casa de 1999/2000, com Fernando Santos.

O F.C. Porto chega aos 13 pontos, como o seu treinador desejada, pensando em alcançar os 16 de 1996/97, quando Fernando Santos só perdeu pontos para o AC Milan.

A anormalidade da época passada faz Vítor Pereira ansiar por algo mais que o simples apuramento para a próxima fase. O técnico quer outro tipo de anormalidade, desta vez num registo positivo.







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terça-feira, 20 de novembro de 2012

ALEX SANDRO E FERNANDO REGRESSAM AOS CONVOCADOS.


Lista de convocados: Helton e Fabiano (guarda-redes); Danilo, Lucho, Castro, João Moutinho, Jackson, James, Kleber, Miguel Lopes, Varela, Mangala, Abdoulaye, Fernando, Alex Sandro, Atsu, Otamendi e Defour.



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"O OBJECTIVO É FICAR EM PRIMEIRO LUGAR"


Vítor Pereira antecipou esta terça-feira o jogo de amanhã, com o Dínamo Zagreb, afirmando que o FC Porto vai jogar para ganhar e para defender a liderança do grupo. Confirmou a recuperação de Alex Sandro e Fernando e ainda disse que o sorteio da Taça foi "bom para o futebol". James Rodriguez promete seriedade e vontade de vencer.

O que espera do jogo com o Dínamo, a equipa mais fraca do grupo?
Não vamos no canto da sereia, vamos com a guarda bem alta, sabemos bem o que queremos e o jogo é determinante para os nossos objectivos, que é ficar em primeiro lugar no grupo.

Vai defrontar uma equipa com um recorde negativo, com dez derrotas consecutivas...
Para o Dínamo será um desafio, de certeza que querem quebrar essa sequência negativa. Nós aqui no Porto gostamos de ter desafios e quanto maior melhor. Eu reposto pelo FC Porto e nós estamos determinados e sabemos que se quisermos ganhar o jogo temos de impor intensidade forte, ser agressivos e provar em campo que merecemos a vitória. Não acredito em jogos fáceis na Liga dos Campeões e não acredito que amanhã seja um jogo fácil.

Conta com Fernando e Alex Sandro para o jogo de amanhã?
Fernando e Alex Sandro são jogadores que estão neste momento disponíveis para amanhã fazerem parte do grupo.

Com o apuramento garantido não seria mais importante gerir o plantel?
Fazemos a gestão que tivermos de fazer, mas em função da resposta de cada um. Sabemos que para este jogo vamos escolher a equipa que pensamos nos dará uma boa resposta. Depois, faremos o mesmo tipo de gestão, o nosso desafio é sempre o próximo jogo e queremos ficar cá com os três pontos.

Como é que olha para os valores monetários. O que vale para si como técnico estar a jogar por pontos e dinheiro?
Não ligo a mínima, não é a minha área. Nunca fui financeiro na vida, nunca pensei muito no dinheiro, não é isso que me preocupa, o que me preocupa é desportivamente reforçar o estatuto do clube, reforçar a qualidade dos jogadores e da própria equipa. Essa é que é a minha responsabilidade.

Quer prolongar ser a única equipa nas competições europeias sem derrotas?
Eu sinto-me um treinador que trabalha todos os dias para evoluir. Há um ano sentia-me o mesmo treinador, a tentar evoluir, aprender com a experiência. Tenho a noção que é preciso trabalhar, evoluir para ir dando resposta a estes desafios. Queremos continuar a fazer parte do pequeno grupo de equipas que consegue somar 13 pontos no grupo. O que queremos para amanhã é termos quatro vitórias acumuladas e um empate.

Como se focam os jogadores com o apuramento garantido, sendo que domingo há jogo importante em Braga?
Os jogadores estão completamente focados neste jogo da Liga dos Campeões, depois do jogo de amanhã, no caminho para casa, começo a pensar no jogo de Braga.

O que achou do sorteio da Taça, com uma deslocação difícil a Braga?
Quando nos saiu o Braga a primeira que me veio à ideia é que as bolinhas devem estar amestradas e sabem que gostamos de desafios difíceis. É bom para nós, para os adeptos e acredito que sejam bom para o Braga. É bom para o futebol.

James: "Temos de encarar o jogo com seriedade"

James Rodriguez assume que todos querem jogar bem na "Champions", mas diz que é preciso desconfiar, porque só com seriedade e uma atitude de conquista o FC Porto poderá somar três pontos.

Os jogos da Liga dos Campeões são mesmo especiais?
Todos querem jogar bem na Champions League, todos querem jogar esta competição. Queremos ganhar e esperamos um bom jogo amanhã.

O que conhece desta equipa?
Amanhã penso que há que ter cuidado, porque estas equipas são muito perigosas. Temos de encarar o jogo com seriedade, entrar para ganhar e nada mais.


Qual é o contributo do treinador para o seu crescimento?
Muito, penso que o mister sabe o que cada jogador tem e é bom saber que conta com cada um de nós. Treino para ser a cada dia melhor, sou jovem, quero aprender.

O seu nome é constantemente associado ao mercado
Não dou importância ao que se diz fora. Estou 100 por cento concentrado no FC Porto.



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Liga dos Campeões - 5ª jornada - Grupo A.


FCPORTO - Dínamo Zagreb
(Liga dos Campeões - 5ª jornada - Grupo A)


Data: 21 de Novembro de 2012 Hora: 19h45 Local: Estádio do Dragão TV: SportTV1


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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Kléber regressa aos convocados.


Lista de 18 convocados: Helton e Fabiano (guarda-redes); Danilo, Lucho, Castro, Iturbe, João Moutinho, Jackson Martínez, James, Kléber, Miguel Lopes, Rolando, Varela, Mangala, Abdoulaye, Atsu, Otamendi e Defour.



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Taça de Portugal - 4ª eliminatória.


Nacional - FCPORTO
(Taça de Portugal - 4ª eliminatória)


Data: 17 de Novembro de 2012 Hora: 20h15 Local: Estádio da Madeira TV: SportTV1



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sábado, 10 de novembro de 2012

Kléber de fora devido a lesão.


Lista de convocados: Helton e Fabiano (guarda-redes), Danilo, Lucho, Castro, Iturbe, João Moutinho, Jackson, James, Miguel Lopes, Rolando, Varela, Mangala, Abdoulaye, Atsu, Kelvin, Otamendi e Defour.


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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Liga Portuguesa - 9ª jornada.



FCPORTO - Académica
(Liga Portuguesa - 9ª jornada)


Data: 11 de Novembro de 2012 Hora: 18h00 Local: Estádio do Dragão TV: SportTV1


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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Oitavos garantidos!


Dinamo Kiev-0 - FCPORTO-0


Liga dos Campeões, Grupo A, 4.ª jornada
6 de Novembro de 2012
Estádio Olímpico, em Kiev
Assistência: 34.386 espectadores



FC PORTO: Helton; Danilo, Otamendi, Abdoulaye e Mangala; Defour, João Moutinho e Lucho (cap.); James, Jackson e Varela.
Substituições: Varela por Atsu (76m), Defour por Castro (79m) e James por Kleber (90m+1).
Não utilizados: Fabiano, Miguel Lopes, Rolando e Iturbe.
Treinador: Vítor Pereira.


O F.C. Porto garantiu o ponto necessário para selar a qualificação para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões. As ausências por lesão não afetaram o rendimento da equipa, que respondeu aos poucos períodos de verdadeiro sufoco com um futebol seguro e suficiente para justificar o carimbo no passaporte (0-0).

Vítor Pereira reforçou a sua confiança em Abdoulaye e lançou o jovem senegalês. A resposta frente ao Marítimo, quando Maicon teve de ser substituído, deixou o técnico satisfeito. Para além disso, Rolando continua a ser um braço-de-ferro interno e Mangala está a ganhar rotinas interessantes como lateral esquerdo. Foi a opção mais natural.

Abdoulaye aceitou o desafio e deixou boa impressão. Exagerou na primeira entrada sobre um adversário (joelho nas costas num lance aéreo) mas esteve em grande plano no restante período, sem evidenciar qualquer nervosismo. A autoconfiança é uma das armas deste senegalês, que pode continuar a beneficiar da ausência de Maicon.

Steven Defour foi o substituto natural de Fernando, enquanto Helton e Lucho González recuperaram totalmente. O setor intermediário do F.C. Porto teve de dar uma resposta imediata à pressão inicial do Dínamo de Kiev, sufocante até.

Durante longos minutos, a formação ucraniana encostou o campeão nacional à sua área, obrigando os homens de Vítor Pereira a sofrer e esperar pelo momento para reagir. Aos poucos, os dragões quebraram o excesso de confiança do adversário e começaram a subir as suas linhas.

Sabendo que o empate bastava, o F.C. Porto poderia sentir-se tentado a baixar o ritmo e dar liberdade ao D. Kiev para construir jogo. Contudo, a entrada forte dos ucranianos serviu de aviso para a equipa portuguesa, levando esta a assentar o seu jogo longe da baliza de Helton.

Já depois da meia-hora de jogo, Jackson Martínez esteve bem perto do golo e ficou ainda a reclamar uma grande penalidade. Com razão. James Rodriguez cruzou na esquerda, o ponta-de-lança foi agarrado claramente por Khacheridi mas ainda cabeceou. Koval sacudiu com esforço.

O F.C. Porto voltou a entrar melhor na etapa complementar. Tudo parecia correr de feição para a equipa de Vítor Pereira, que criou mais uma excelente oportunidade ao minuto 51. Mais um passe de James, desta vez no centro do terreno, e Varela com caminho aberto na área. O português rematou com o pé esquerdo, cruzado, ligeiramente ao lado.

Miguel Veloso tentava responder em lances de bola parada mas o argumento do D. Kiev parecia curto face à exibição personalizada dos dragões. 

A equipa técnica dos ucranianos decidiu alterar a estratégia com uma hora de jogo. As entradas dos africanos Lukman Haruna e Ideye Brown redundaram num acréscimo de mobilidade e entusiasmo em comparação com Artem Milevskiy e Marco Ruben.

Num ápice, o cenário mudou. Ao minuto 68, Yarmolenko aproveitou a má colocação de Danilo para se isolar. Contudo, optou pelo remate, fraco, para defesa de Helton. O guarda-redes brasileiro passou a ter mais trabalho desde esse momento, respondendo a grande altura, mesmo nas saídas da baliza.

A colocação de Mangala, servindo quase como terceiro central no apoio a Otamendi (segurança a liderar o setor) e Abdoulaye, foi importante e transmitiu segurança à equipa. Danilo agradeceu a liberdade para subir no terreno.

Já depois de ter lançado Atsu, Vítor Pereira viu Defour pedir a substituição, respondendo com a entrada de Castro. Um F.C. Porto ainda mais jovem para segurar o resultado nos minutos finais. Com sucesso. Até a entrada de um adepto ucraniano em campo, em tempo de descontos, deu jeito. Quebrou o derradeiro ataque do D. Kiev.


Resumo do jogo




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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Maicon e Fernando não vão a Kiev!


Lista de convocados: Helton e Fabiano (guarda-redes), Danilo, Lucho, Quiño, Castro, Iturbe, João Moutinho, Jackson, James, Kleber, Miguel Lopes, Rolando, Varela, Mangala, Abdoulaye, Atsu, Otamendi e Defour.


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Liga dos Campeões - 4ª jornada


Dínamo Kiev - FCPORTO
(Liga dos Campeões - 4ª jornada - Grupo A)


Data: 6 de Novembro de 2012 Hora: 19h45 Local: NSK Olimpiyskyi TV: TVI



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sábado, 3 de novembro de 2012

Bailinho no Dragão!



FCPORTO-5 - SC Marítimo-0
Liga portuguesa, oitava jornada
2 de Novembro de 2012
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 27.609 espectadores


FC PORTO: Helton; Danilo, Maicon, Otamendi e Mangala; Fernando, João Moutinho e Lucho (cap.); James, Jackson e Varela.
Substituições: Fernando por Defour (28m), Maicon por Abdoulaye (32m) e Helton por Fabiano (74m).
Não utilizados: Castro, Kleber, Miguel Lopes e Atsu.
Treinador: Vítor Pereira.



Um Porto de primeira, desempenho requintado na noite do Dragão que ficou manchada pelos problemas físicos de vários elementos. Antes, durante e depois, demasiado F.C. Porto para um Marítimo encolhido, permissivo, a milhas do nível da época passada. Goleada à moda antiga com acento colombiano: dois de Jackson, dois de James.

Liderança isolada, 22 golos marcados em 8 jogos. A história do encontro escreveu-se desde cedo. No regresso aos balneários, findo o primeiro período, já se adivinhava o vencedor.

Intervalo. Muitas palmas. Tantas, pouco habitual. O silêncio, a pressa em ir à casa de banho, comprar algo para comer, nada disso se fez sentir, desta vez. O adepto do F.C. Porto esperou e aplaudiu com orgulho. Vencia-se, sim, mas vencia-se com plenitude e arte.

Como o bom espectador de uma obra de teatro, satisfeito e até impressionado com o desempenho dos interveniente, o adepto presente no Estádio do Dragão sentiu-se na obrigação de corresponder, de agradecer uma excelente primeira parte. 

Não é a primeira vez que o F.C. Porto chega ao intervalo a vencer, longe disso. Mas nunca o fizera com golos de tamanho efeito e um punhado de jogadas ao primeiro toque, atraentes à vista, tão simples quão eficazes.

Varela sim, mas aquele primeiro golo...



Os resumos televisivos incidirão sobre o pontapé violento de Silvestre Varela, por certo. Faltará tempo para reproduzir toda a jogada que culminou no primeiro golo. Esse sim, uma obra de arte coletiva, deliciosa para quem viu Moutinho pegar na bola ainda no meio-campo defensivo.

Depois, foi magia. Tudo de primeira. Moutinho, Fernando Moutinho. Depois James, Lucho, James. O colombiano fez o passe inesperado para Jackson, a defesa do Marítimo ficou a pensar em outra coisa qualquer e Cha Cha Cha Martínez fez o resto.

Sétimo jogo consecutivo a marcar para o ponta-de-lança, que viria a bisar na etapa complementar. Dessa vez, após assistência de João Moutinho, chegando aos onze golos em doze jogos oficiais com a camisola do F.C. Porto. Impressionante.

Pelo meio, o tal pontapé de raiva de Varela. Raiva não, que o português atravessa um belo momento e balançou as redes em três jogos consecutivos. D. Kiev, Estoril, agora frente ao Marítimo. E que golo. O extremo partiu da esquerda, passou por dois e disparou. Ninguém adivinhava o final daquela história. Nem Ricardo, o guarda-redes que se estreava na Liga. A bola só parou junto ao ângulo da baliza do Marítimo. 

Lesões atrás de lesões

Abre-se um capítulo para más notícias na noite agridoce do Dragão. Fernando, Maicon e Helton saíram lesionados durante o encontro, em vésperas da deslocação à Ucrânia para defrontar o D. Kiev, na Liga dos Campeões. Lucho resistiu em campo mas também apresenta problemas físicos. Tanto problema junto!

O treinador do F.C. Porto mostrou-se apreensivo com a situação, passando o resto do jogo dando indicações, sentindo que a equipa estava na plenitude do seu potencial, praticando um futebol atrativo, clarividente, incisivo. Ao seu gosto.

Entre tudo isto, saliente-se, houve pouco Marítimo. Pouquíssimo até. Pedro Martins não desaprendeu, os seus homens também não, mas foi uma jornada de tremendo desacerto para os insulares. Sem explicação aparente. Tombaram com o primeiro golo e por lá continuaram, no chão, sem reação visível.

Moutinho e James, nova sociedade

Alheio à situação, o F.C. Porto arrancou para uma segunda metade de idêntico nível, chegando a uma goleada à moda antiga com naturalidade. Primeiro Jackson, melhor marcador da Liga.

Depois James Rodriguez, na segunda assistência de João Moutinho no jogo. Mais tarde, de novo James, ele que tinha aberto caminho para o primeiro golo. Bis para o colombiano (contando com o desvio de João Guilherme), festa completa no Dragão.


Resumo do jogo




Melhor jogador em campo





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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Lista de convocados.


Lista de 18 convocados: Helton e Fabiano (guarda-redes); Danilo, Lucho, Maicon, Castro, João Moutinho, Jackson, James, Kleber, Miguel Lopes, Varela, Mangala, Abdoulaye, Fernando, Atsu, Otamendi e Defour.



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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Liga Portuguesa - 8ª jornada.


FCPORTO - SC Marítimo
(Liga Portuguesa - 8ª jornada)


Data: 02 de Novembro de 2012 Hora: 20h15 Local: Estádio do Dragão TV: SportTV1


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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Mil maravilhas!


Estoril-1 - FCPORTO-2
Marcadores: Varela (57m) e Jackson Martínez (61m)




Liga, sétima jornada
28 de Outubro de 2012
Estádio António Coimbra da Mota, no Estoril
Assistência: 4.934 espectadores


FC PORTO: Helton; Danilo, Maicon, Otamendi e Mangala; Fernando, João Moutinho e Lucho (cap.); Varela, Jackson Martínez e James.
Substituições: Varela por Atsu (72m), James por Rolando (86m) e Lucho por Defour (90m+2).
Não utilizados: Fabiano, Castro, Iturbe e Kelvin.
Treinador: Vítor Pereira.



A tradição dizia que o Estoril, em casa, complicava a vida ao FC Porto. Já não era assim desde os anos 90, mas a história voltou para assombrar o dragão, esta noite, na Amoreira. Por uma hora, mais coisa menos coisa, o Estoril recordou velhos tempos. O FC Porto deu meio jogo de avanço, mas acordou a tempo de o virar para o seu lado. Ganhou por 2-1 e mantém-se na frente. 

Há explicações práticas para o susto que o Estoril pregou ao FC Porto. Esta é uma equipa sólida, bem estruturada. Já o tinha demonstrado no início do campeonato, até à grande exibição que terminou em empate em Alvalade. Parecia ter perdido gás nas últimas semanas, mas há muito bom trabalho feito.

Depois, há o que faltou ao FC Porto na primeira parte. Intensidade, essencialmente. Depois da boa exibição na Liga dos Campeões frente ao D. Kiev, na Amoreira entrou outra vez um FC Porto lento, pouco pressionante. A confirmar como tendência as dificuldades fora de casa: só tinha ganho até agora um em três jogos (3-2, em Olhão, empates em Barcelos e em Vila do Conde).

Marco Silva optou por entrar em campo sem ponta de lança de raiz, com Licá ao centro. E foi um Estoril em bloco solidário que se apresentou na Amoreira. Muito concentrado na defesa, com Gonçalo Santos e Diogo Amado a formar uma dupla sólida no meio-campo, rápido a subir, móvel na frente.

O FC Porto voltou a ter Mangala adaptado ao lado esquerdo da defesa, mas também já o teve com o D. Kiev e não foi por isso que correu mal. Era mesmo uma questão de falta de pressão. E de falta de inspiração das suas figuras. James, antes de todos.

Aos 10 minutos, o golo do Estoril. Um canto batido por Evandro, Licá cabeceia e Steven Vitória, o central goleador, encosta, no meio da passividade da defesa do FC Porto. Explosão de alegria na Amoreira, de bancadas cheias, um balde de água fria para os adeptos do FC Porto, alguns dos quais já tinham visto a equipa B perder na Tapadinha, à tarde.

O FC Porto tentou reagir, podia ter marcado, teve ocasiões para isso. Jackson esteve perto aos 17m, Otamendi mais ainda aos 24m, quando fez a bola bater no poste, quando estava mesmo em cima da baliza. Mas o Estoril aguentava-se.

Na segunda parte, depois dos 15 minutos de balneário, o dragão mudou. Arregaçou as mangas, colocou mais pressão no jogo, demorou mas acabou por abrir brechas. E deu a volta em três minutos. Primeiro Varela, aos 58m, depois de um grande passe de Jackson, a seguir o próprio colombiano, na sequência de um livre batido por James. 

O Estoril abanava. Marco Silva, do banco, tentava reagir. Fez sair Evandro, o pivot que não o foi, e entrar Carlos Eduardo, depois saiu Gerso e entrou Luís Leal.

O FC Porto embalava. Aos 65m, Jackson perde uma oportunidade flagrante, depois de mais uma perda de bola do meio-campo do Estoril que tinha estado tão sólido na primeira parte. De baliza aberta, o colombiano chuta por cima.

Depois da avalanche que deu a volta ao jogo, o FC Porto abrandou, o jogo também. Mas o Estoril não desistia. O treinador ainda fez entrar João Paulo, mais um para a frente, e os canarinhos ganharam ânimo perto do fim. 

E Vítor Pereira fez entrar Rolando, aos 86m. O central que saiu do mapa e agora vai entrando juntou-se a Maicon e Otamendi, o movimento do FC Porto era para segurar a vantagem. E já nos descontos fez mais uma substituição, Defour por Lucho. 

Reconhecimento ao Estoril, que merece a boa imagem com que sai da Amoreira. E a confirmação de um FC Porto que fez quanto baste.


Resumo do jogo



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sábado, 27 de outubro de 2012

Convocados para Estoril.

Lista de convocados: Helton, Danilo, Lucho, Maicon, Castro, Iturbe, João Moutinho, Jackson, James, Rolando, Varela, Mangala, Fabiano, Fernando, Atsu, Kelvin, Otamendi e Defour.




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Liga Portuguesa - 7ª jornada.


Estoril - FCPORTO
(Liga Portuguesa - 7ª jornada)


Data: 28 de Outubro de 2012 Hora: 20h15 Local: Estádio António Coimbra da Mota TV: SportTV1



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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Oitavos à vista!


FCPORTO-3 - Dinamo Kiev-2
Marcadores: Varela (15m), Jackson Martínez (36m e 78m).


Liga dos Campeões, Grupo A, 3.ª jornada
24 de Outubro de 2012
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 29.317 espectadores


FC PORTO: Helton; Danilo, Maicon, Otamendi e Mangala; Fernando, João Moutinho e Lucho; Varela, Jackson Martínez e James.
Substituições: Varela por Atsu (64m), João Moutinho por Defour (75m) e James por Miguel Lopes (90m+2).
Não utilizados: Fabiano, Castro, Kleber e Abdoulaye.
Treinador: Vítor Pereira.




O FC Porto continua 100 por cento vitorioso na fase de grupos da Liga dos Campeões, tendo conquistado a terceira vitória frente ao Dynamo Kyiv por 3x2.

Não foi um triunfo fácil para os comandados de Vítor Pereira que estiveram três vezes na frente do marcador mas que por duas ocasiões se deixaram empatar. Silvestre Varela e Jackson Martínez, que se estreou a marcar na prova com um bis, foram os marcadores de serviço dos dragões, com Oleg Gusev e Ideye Brown a ainda fazerem sonhar a formação de Miguel Veloso, que foi um dos melhores em campo do lado ucraniano.

Apesar das dificuldades, os três pontos, à imagem do que já tinha acontecido com o Dinamo Zagreb e o PSG, foram conquistados pelo FC Porto que está bastante perto dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões. No caso de empate na Ucrânia, na próxima jornada, o passaporte para a fase a eliminar pode ser carimbado.

Entrar forte, marcar e ver primeiro golo de Jackson na Champions

Tal como já tinha acontecido no primeiro jogo no Estádio do Dragão para a Liga dos Campeões frente ao PSG, o FC Porto teve uma entrada forte dentro das quatro linhas e desde logo assumiu o comando.
A jogar de forma tranquila e com a maioria do tempo com a bola na sua posse, todo este cenário positivo foi melhorado aos 15 minutos, com um forte remate de Silvestre Varela que só parou no fundo da baliza defendida por Oleksandr Shovkovskiy, que nada pôde fazer para impedir os festejos da equipa portuguesa.

Com o que se tinha visto até então, podia-se esperar uma noite relativamente tranquila dos bicampeões nacionais frente à formação de Miguel Veloso. Mas nada disso aconteceu porque o Dynamo Kyiv não se deixou abater e subiu no terreno à procura do golo do empate.

Miguel Veloso deixou o aviso aos 20 minutos, obrigando Helton a uma defesa apertada para canto, mas nem só de avisos é feita esta equipa ucraniana, pois na sequência do canto, apontado pelo internacional português, Gusev aproveitou uma falha de marcação de Mangala e cabeceou de forma certeira à baliza do FC Porto.

Os azuis e brancos acusaram o golo sofrido, o primeiro nesta edição da Liga dos Campeões. A equipa de Vítor Pereira tornou-se mais lenta e previsível e com isso facilitou a tarefa do Dynamo Kyiv a defender.

Mas tudo esta fase parcial de uma exibição pálida do FC Porto mudou aos 36 minutos. James Rodríguez, na zona interior, fez uma excelente assistência para Jackson Martínez e este soube aguentar a pressão do defesa que o cobria, terminando o lance com um remate certeiro que colocou os dragões novamente na frente do marcador, apontando o seu primeiro golo na Liga dos Campeões.

Adormecer ao mais alto nível quase causava dissabores. O que não vale ter Jackson!

A vencer por 2x1, o FC Porto não entrou bem na segunda parte. Mas pior do que não entrar bem, os azuis e brancos prolongaram esse mau reinício para toda a etapa complementar.


Dava a ideia de que os jogadores do FC Porto pensavam que o jogo estava controlado e com isso baixaram demasiado as linhas. O Dynamo Kyiv agradeceu e aos 71 minutos restabeleceu o empate com um grande golo de Ideye Brown após um passe falhado perto do meio-campo por parte dos dragões.

Era um castigo merecido para a equipa de Vítor Pereira. O FC Porto parecia adormecido e com isso arriscava-se a perder os primeiros pontos na Liga dos Campeões e logo em casa. Na tentativa de voltar a conquistar a vantagem pela terceira vez na partida, o técnico portista tirou João Moutinho e fez entrar Defour, já depois de ter saído Varela para a entrada de Christian Atsu.

Aos 78 minutos, nenhum dos dois jogadores teve influência direta no lance que resultou no terceiro golo mas ficou provado que com um bocado de velocidade o Dynamo Kyiv caía aos pés dos dragões. Podia ter acontecido mais cedo mas foi a 12 minutos do fim que, após assistência de Lucho González, Jackson Martínez bisou e manteve o FC Porto invicto na fase de grupos da Liga dos Campeões e com o apuramento para os oitavos-de-final tão perto de ser conseguido.



Melhor Jogador em Campo



Resumo do jogo





O PORTO SOMOS NÓS!
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Curiosidades.

Sobre a grandiosidade internacional:



O FC Porto é o único clube português que faz parte do Grupo G-14, o grupo dos clubes mais poderosos da Europa.



Segundo o "Worldwide Historical Clubs Ranking", o Futebol Clube do Porto é considerado o maior clube português, o 10º maior da Europa e o 20º maior do Mundo.



O FC Porto é o clube europeu com mais títulos no século XXI. Entre campeonatos, taças, supertaças e troféus internacionais, os portistas solidificaram uma hegemonia que não encontra rival à altura nos 25 países mais cotados da UEFA.



O FC Porto soma 14 títulos só no século XXI, Bayern de Munique e Liverpool com 10 cada um são os mais próximos. O FC Porto é o clube português com mais títulos internacionais, o 3º da Península Ibérica, o 9º da Europa e o 15º do Mundo (ver Ranking Mundial de Títulos).



O FC Porto é o clube português com mais participações na Liga dos Campeões com o formato actual falhando apenas na época 1994-95, e na época 2002-03, quando venceu a Taça UEFA.



O FC Porto tem um dos melhores registos mundiais de invencibilidade nas competições internacionais, em casa, 29 jogos (1974/75 até 1987/88).



O FC Porto tem, segundo a última revisão realizada em 2005, cerca de 100 000 sócios pagantes. Sendo assim, é o 6º clube do Mundo com mais sócios pagantes (note-se aqui que os mouros levam a melhor com os seus 6 milhões e muitas centenas de milhares de kits vendidos).

Pinto da Costa é o Presidente com mais títulos a nível Mundial.


Sobre a grandiosidade do FC Porto em Portugal:



O FC Porto é o clube português com maior número de títulos no Futebol, contando actualmente 58 títulos oficiais (2 Taças Intercontinentais / Mundiais de Clubes; 2 Taças / Liga dos Campeões Europeus; 1 Taça UEFA; 1 Supertaça Europeia; 22 Campeonatos Nacionais de Séniores; 17 Taças de Portugal; 15 Supertaças de Portugal) contra 55 do Benfica e 41 do Sporting.



O FC Porto é o clube português com mais títulos internacionais (7), tem mesmo mais que todos os outros clubes portugueses juntos.



O FC Porto é o único clube pentacampeão nacional.



O FC Porto é o clube com mais Supertaças Nacionais conquistadas.



O FC Porto disputou 22 das 28 finais da Supertaça Nacional.



O FC Porto conseguiu, até hoje, fazer a "Dobradinha" por 5 ocasiões (1955/56; 1987/88; 1997/98; 2002/03; 2005/06), ou seja, ser Campeão Nacional e Vencedor da Taça de Portugal, na mesma época.



O FC Porto é o único clube português que conseguiu vencer na mesma temporada o campeonato e a competição Europeia onde esteve envolvido. Ainda por cima, fê-lo em dois anos consecutivos (2003 e 2004).



O FC Porto é o clube português com mais botas de ouro conquistadas (3).



O FC Porto contém nos seus quadros futebolísticos, uma das maiores referências da história do futebol português e particularmente do FC Porto, Vítor Baía. Actualmente, Baía é o jogador com mais títulos da história do futebol mundial, com 32. Atrás aparecem Pelé e Rijkaard com 25 cada um.



Tendo em conta um estudo da "FutureBand", uma empresa especializada em consultoria de marcas, o FC Porto é a marca mais valiosa do futebol português.



O estudo apresenta as 30 marcas da Europa mais cotadas e Portugal conta apenas com um representante, o FC Porto.



O estudo teve em conta factores, como: o valor das marcas, a lealdade dos adeptos, a capacidade de conseguir aumentar a venda de bilhetes para os jogos e o valor financeiro do clube.



Neste ranking de marcas europeias, o FC Porto ocupa a 1ª posição em Portugal e a 27ª na Europa.



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Momentos

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