sábado, 27 de agosto de 2011

Erros assim pagam-se caro!

FC Barcelona-2 - FC PORTO-0
(Supertaça Europeia)



Supertaça Europeia 2011
26 de Agosto de 2011
Stade Louis II, no Mónaco
Assistência: 18.048 espectadores



FC PORTO: Helton; Sapunaru, Rolando, Otamendi e Fucile; Souza, Guarín e João Moutinho; Hulk, Kléber e Cristian Rodríguez.
Substituições: Cristian Rodríguez por Varela (69m), Kléber por Belluschi (77m) e Souza por Fernando (77m).
Não utilizados: Bracali, Maicon, Djalma e Defour.
Treinador: Vítor Pereira.

A Supertaça Europeia escapou, mas a imagem de um FC Porto bravo, capaz de jogar olhos nos olhos com o Barcelona, ficou gravada no Mónaco, num palco onde a sorte também não o costuma acompanhar. Os Dragões perderam (2-0), mas também impressionaram. Sobretudo até ao momento de azar que precipitou a derrota, a mesma que deveria ter sido evitada da marca de penalty.

Mais do que destemida, a abordagem do FC Porto ao jogo justificou, desde cedo, outros adjectivos. Nela havia estratégia, num plano assumidamente arrojado e inteligente, capaz de condicionar o adversário, reputado como o melhor do Mundo, logo na génese de todos os movimentos de ataque.

O campeão português entrou a pressionar “alto”, gerando o embaraço criativo do opositor e atrasos frequentes para Valdés, a cada vez que o privava de tempo e espaço para pensar e executar. O Barcelona dispunha de mais posse de bola, mas a sua presença no meio-campo portista era diminuta.

Os efeitos da trama portista não se esgotavam no plano defensivo, tinham mais implicações. Permitia aos azuis e brancos criar as melhores situações de golo, com Hulk e João Moutinho a fazerem de Valdés o melhor em campo, antes de um lance infeliz de Guarín mudar definitivamente o jogo.

Já com o intervalo por perto, um atraso do colombiano isolou Messi, que, só com Helton pela frente, fez o primeiro golo dos catalães. Só a partir daí o Barcelona foi igual a si próprio e, ainda assim, incapaz de travar a resposta portista, que obrigou Valdés a novos episódios de brilho. E, para o fazer, contou ainda com a simpatia do árbitro holandês e de dois dos seus assistentes, que não tiveram a coragem de sancionar o óbvio: um derrube de Abidal a Guarín, com o resultado ainda em 1-0. O segundo golo dos espanhóis, apontado por Fàbregas, aconteceu já com o FC Porto reduzido a dez unidades.



O PORTO SOMOS NÓS!
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2 comentários:

Dragus Invictus disse...

Olá bom dia,

Ontem tivemos pela frente uma grande equipa, que com o seu futebol do tal "tiki e taka", segura muito bem a bola em zonas avançadas do terreno e torna difícil a tarefa das equipas adversárias.

Para anular este futebol, Vítor Pereira estudou uma das formas de puder travar esse futebol, colocando os nossos médios interiores, Moutinho e Guarin, nas zonas de acção onde o Barça constrói o seu jogo por vezes irritante.

Mas entrar preocupado em anular este jogo catalão, retirou nos o atrevimento ofensivo, de que eu estava à espera, aproveitando o facto do Barcelona ter indisponíveis os seus centrais.

Souza poderia ter tido ontem um papel mais preponderante, se tivesse a capacidade de saber lançar longo os seus colegas das alas, pois Moutinho e Guarin estavam "ocupados" nas tarefas defensivas. Muitas vezes a bola surgiu redondinha para Souza sair, mas ele era incapaz de o fazer.

Kléber eclipsou-se pois andou sempre também envolvido em tarefas que impedissem Marcherano ou Xavi de sair com bola. Havia um fosso enorme entre o nosso meio campo e o tridente ofensivo, e assim só em fugazes contra ataques, e nas investidas de Hulk, conseguímos criar algum perigo.

Na primeira parte, criamos duas boas oportunidades de golo, uma no remate de Moutinho e outra no remate cruzado de Hulk, depois de passar por Adriano de forma brilhante.

Depois surge o momento do jogo. Fruto da pressão alta do Barcelona, Guarin efectua um passe errado e isola Messi, que não perdoa.

Saímos para o intervalo com o sabor injusto do resultado.

Na segunda parte pensei que se iriam operar substituições, nomeadamente para ter alguém que levasse o jogo para a frente, refiro-me a Belluschi.
Jogar talvez em losango, deixando na frente dois homens (Hulk e Kleber)apoiados pelo Belluschi e com Hulk a deambular entre linhas.

Era notório que quando partíamos para cima da defesa catalã eles se borravam todos, e faziam atrasos para Valdés mandar para a bancada.

Não fizemos essa mudança táctica, no entanto criamos duas boas oportunidades na segunda parte, mais uma vez num remate de Moutinho desviado por Marcherano e depois num remate rasante de Guarin.

Depois de um jogo tão desgastante, a que os nossos jogadores foram sujeitos, surgiram as expulsões. Embora a de Rolando pudesse ter sido perdoada pelo árbitro, uma vez que é um lance normal.

Otamendi foi um senhor na nossa defesa e a par de Helton e Sapunaru, os três rubricaram uma excelente exibição. Sapunaru aniquilou Villa que acabou por ser substituído.

Fucile teve mais dificuldade pois o Barcelona estudou o FC Porto e explorou esse flanco, abrindo Dani Alves bem na linha. Aqui Cebola podia ter tido um papel mais pro activo impedindo as investidas do lateral, que muitas vezes fez o dois para um com Pedro diante de Fucile.

A derrota não nos envergonha. Fomos dignos e batalhadores. Travar o Barcelona, é tipo um gajo tentar tapar-se com um cobertor de metro. Tapa em cima, destapa em baixo e vice versa.

Lamento que o árbitro não tivesse assinalado o penalti claro sobre Guarin, que daria o empate. O outro penalti reclamado, não há uma imagem nítida, embora se veja o movimento do braço, não vê onde bate a bola claramente.

Lamento também ainda não termos ainda contratado um ponta de lança de nível mundial, e que as indefinições do mercado afectem o rendimento de alguns atletas.

Para consumo interno o que temos basta, mas temos de reforçar o eixo ofensivo para atacar a champions.

Enquanto treinador de sofá não percebi a não inclusão de James na convocatória. Mas também sei que o mister disse que só foram os que estavam em condições.

Jogamos com as armas que tínhamos, e foi pena não termos sido mais atrevidos no ataque, aproveitando a falta dos centrais titulares do Barça, para vencer.

E vamos ter paciência, esperar que o plantel seja fechado, ter tranquilidade e confiar na SAD e equipa técnica.

Abraço e bom fim de semana

Paulo

pronunciadodragao.blogspot.com

Gaspar Ribeiro Lança disse...

Perdemos, mas saímos (temos de sair!) de cabeça erguida do Mónaco.

Admito que acreditava na vitória e, depois de ver os primeiros minutos, acreditei ainda mais. O golo de Messi acabou por surgir contra a corrente e devido a um erro (muito) invulgar de Guarín. Continuámos à procura do golo, do empate, do renascimento do jogo, mas o Barça fez o que melhor faz: trocou a bola. Mesmo pressionados, conseguiram aguentar-se e (com algumas defesas de Valdés pelo meio) a vitória lá acabou por surgir.

Apesar de tudo só temos de congratular os nossos jogadores, perdão, equipa!, porque hoje provámos que somos e temos equipa!

Somos Porto!

Um abraço

Curiosidades.

Sobre a grandiosidade internacional:



O FC Porto é o único clube português que faz parte do Grupo G-14, o grupo dos clubes mais poderosos da Europa.



Segundo o "Worldwide Historical Clubs Ranking", o Futebol Clube do Porto é considerado o maior clube português, o 10º maior da Europa e o 20º maior do Mundo.



O FC Porto é o clube europeu com mais títulos no século XXI. Entre campeonatos, taças, supertaças e troféus internacionais, os portistas solidificaram uma hegemonia que não encontra rival à altura nos 25 países mais cotados da UEFA.



O FC Porto soma 14 títulos só no século XXI, Bayern de Munique e Liverpool com 10 cada um são os mais próximos. O FC Porto é o clube português com mais títulos internacionais, o 3º da Península Ibérica, o 9º da Europa e o 15º do Mundo (ver Ranking Mundial de Títulos).



O FC Porto é o clube português com mais participações na Liga dos Campeões com o formato actual falhando apenas na época 1994-95, e na época 2002-03, quando venceu a Taça UEFA.



O FC Porto tem um dos melhores registos mundiais de invencibilidade nas competições internacionais, em casa, 29 jogos (1974/75 até 1987/88).



O FC Porto tem, segundo a última revisão realizada em 2005, cerca de 100 000 sócios pagantes. Sendo assim, é o 6º clube do Mundo com mais sócios pagantes (note-se aqui que os mouros levam a melhor com os seus 6 milhões e muitas centenas de milhares de kits vendidos).

Pinto da Costa é o Presidente com mais títulos a nível Mundial.


Sobre a grandiosidade do FC Porto em Portugal:



O FC Porto é o clube português com maior número de títulos no Futebol, contando actualmente 58 títulos oficiais (2 Taças Intercontinentais / Mundiais de Clubes; 2 Taças / Liga dos Campeões Europeus; 1 Taça UEFA; 1 Supertaça Europeia; 22 Campeonatos Nacionais de Séniores; 17 Taças de Portugal; 15 Supertaças de Portugal) contra 55 do Benfica e 41 do Sporting.



O FC Porto é o clube português com mais títulos internacionais (7), tem mesmo mais que todos os outros clubes portugueses juntos.



O FC Porto é o único clube pentacampeão nacional.



O FC Porto é o clube com mais Supertaças Nacionais conquistadas.



O FC Porto disputou 22 das 28 finais da Supertaça Nacional.



O FC Porto conseguiu, até hoje, fazer a "Dobradinha" por 5 ocasiões (1955/56; 1987/88; 1997/98; 2002/03; 2005/06), ou seja, ser Campeão Nacional e Vencedor da Taça de Portugal, na mesma época.



O FC Porto é o único clube português que conseguiu vencer na mesma temporada o campeonato e a competição Europeia onde esteve envolvido. Ainda por cima, fê-lo em dois anos consecutivos (2003 e 2004).



O FC Porto é o clube português com mais botas de ouro conquistadas (3).



O FC Porto contém nos seus quadros futebolísticos, uma das maiores referências da história do futebol português e particularmente do FC Porto, Vítor Baía. Actualmente, Baía é o jogador com mais títulos da história do futebol mundial, com 32. Atrás aparecem Pelé e Rijkaard com 25 cada um.



Tendo em conta um estudo da "FutureBand", uma empresa especializada em consultoria de marcas, o FC Porto é a marca mais valiosa do futebol português.



O estudo apresenta as 30 marcas da Europa mais cotadas e Portugal conta apenas com um representante, o FC Porto.



O estudo teve em conta factores, como: o valor das marcas, a lealdade dos adeptos, a capacidade de conseguir aumentar a venda de bilhetes para os jogos e o valor financeiro do clube.



Neste ranking de marcas europeias, o FC Porto ocupa a 1ª posição em Portugal e a 27ª na Europa.



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